É possível combater eficientemente ataques de zumbis, de acordo com matemáticos canadenses. A chave é “bater forte e com frequência”.
Ah sim, alguém realmente fez um estudo matemático sobre um hipotético ataque de zumbis, e o publicou num livro de doenças infecto-contagiosas. Então, enquanto nós não temos a menor idéia do que fazer se um asteróide mortal vier em nossa direção, uma situação improvável porém possivel, nós já sabemos exatamente o que fazer contra um ataque de zumbis.
“Um levante de zumbis tende a ser desastroso, a menos que táticas extremamente agressivas sejam empregadas contra os mortos-vivos”, dizem os autores. “É imperativo que zumbis sejam tratados rapidamente, ou então nós todos teremos que dar conta de um enorme problema”.
Gastando uma boa quantidade de tempo misturando ciência com cerveja nas horas livres enquanto tentava terminar uma tese, eu suponho que em algum ponto dessa mistura, um estudante graduado que passou muitas horas envolvido com um modelo matemático de doença infecto-contagiosa no subsolo de uma universidade canadense deve ter dito algo assim: “O que aconteceria se fizessemos algo tal que eles pudessem voltar a vida?”
Esse então, foi seguido por outros estudantes de matemática no mesmo subsolo, mexendo no computador, alegremente criando um modelo plausível para um surgimento de uma doença zumbi infecto-contagiosa, e tendo brainstorms sobre como fazer o modelo deles se tornar relevante.
“Claramente, esse é um cenário improvável se tomado literalmente”, eles escreveram. “Mas aplicações reais possíveis incluem alianças de partidos políticos, ou doenças com infecção dormente”.
Beleza.
De todo modo, o modelo é focado em zumbis modernos, que são “bem diferentes dos zumbis de voodoo e dos folclóricos”. Ele leva em conta a possibilidade de quarentena ( poderia levar a erradicação, mas é improvável acontecer ) e tratamento ( alguns humanos sobrevivem, mas eles ainda tem que coexistir com zumbis), mas mostra que só tem uma estratégia que realmente funcionaria: “erradicação impulsiva”.
“Apenas ataques suficientemente freqüentes, com aumento de força, podem resultar em erradicação, assumindo que os recursos disponívels podem ser obtidos a tempo”, concluiram eles.
E se não agirmos rápido o suficiente?
“Se a escala de tempo da insurreição aumenta, então o resultado é um cenário do juízo final: a insurreição irá resultar no colapso da civilização, com todos humanos infectados, ou mortos”, escreveram os autors. “O motivo disso é que os nascimentos de humanos e as mortes dos mesmos iria prover aos mortos-vivos fonte ilimitada de novos corpos para infectar, ressuscitar e converter”

O quão rápido temos que agira?
Acima temos a equação que eles usaram, onde S = suscetíveis, Z = zumbis e R = removidos. Se uma infecção surgir numa cidade de 500.00 pessoas, os zumbis iriam ser maioria em relação aos suscetíveis ( não-infectados ) em cerca de três horas.
No final das contas, ser um matemático não é tão ruim.